Registo #9 - De Pretoria ate Durban

nota: nao tem acentos.. por isso sempre que uma palavra
te parecer mal escrita, re-escreve-a na tua mente
com um acento algures… ;)

 

Durban, 23 de Abril de 2008

Depois de 5 dias em Pretoria, mudei-me para Durban,
a terceira maior cidade da Africa do sul,
localizada na costa este, capital da provincia
Kwazulu-Natal. - Natal porque Vasco da Gama pos ca o pe
no dia de Natal e entao ficou o nome! O povo portugues
e grande! Todos os paises africanos por onde passei
teem historia escrita por maos portuguesas, e ee triste
constatar que, hoje em dia, o estado letargico do povo
portugues nao nos deixa sequer escrever a nossa propria
historia… Mas este assunto tem pano para mangas, e
gostaria de voltar a ele mais tarde… Inch a Lah!

Voltando atras… ate Pretoria, capital administrativa
do pais, construida num vale todo rodeado por colinas.
Bastante mais historica que a capital comercial,
Joanesburgo, o centro de cidade expoe edificios
oitocentistas, heranca da colonia holandesa Zuid Africa.
Ha zonas a evitar no centro, tal como o bairro
Sunnyside, considerado o mais perigoso da cidade,
e mal-afamado pelo pais fora… onde estou a dormir!,
Riana, a minha anfitria do couch surfing, diz-me que
a zona de Sunnyside onde estamos e calma, e de facto assim
parece, mas um gajo faz sempre figas e, ao fim do dia
espera que tudo corra bem na jornada seguinte.
 
Pretoria - de dia e de noite

Riana e a embaixadora do couch surfing na Africa do Sul,
o que quer dizer que estou instalado na Embaixada!
Este seu estatudo nao e para qualquer um, e justifica-se
com o simples de facto de durante os 5 dias que la fiquei,
ter ido a 4 encontros locais do couchsurfing e ter
conhecido 7 membros! Ela esta sempre a organizar
encontros, passeios, jantares… Levou-me ao Lion Park,
nos arredores de Joburg, onde pude ver os Leoes que nao
vi no Kruger Park, e ate pude fazer festinhas a leoes
bebes! Foi “maningue nice”, dir-se-ia em Mocambique!

 
Lion park and host @ Pretoria

A cena ficou mais “hectic” (aqui estao sempre a dizer isto,
e ee um calao que quer dizer “marado”) quando fui dar
uma volta a pe de Sunnyside ate aos Union Builiding, onde
esta instaladado o governo nacional. Pelo caminho sou
varias vezes olhado de alto a baixo, como quem pensa
“o que e que este branco faz aqui sozinho?!”. Muito poucos
brancos andam na rua, mas encontrei alguns no caminho,
o que me deixava sempre um pouco mais descansado…
Pah! Sabem bem que nao sou racista, mas a minha ideia
e que se nao ha muitos brancos na rua, e em percentagem,
eles sao mais ricos que os negros, e porque ha algum
perigo nas ruas! “Nao ha fumo sem fogo”, diz-se ai na tuga!
Tenho esta ideia, tambem, depois de ter ido a varios
centro comerciais e restaurantes, onde 70% das pessoas
sao brancas. E contudo, falacioso, pois apenas 10%
dos sul-africanos sao brancos!

A caminhar para os Union Buildings, encontro um maluco
branquela no meio da rua a tirar fotos a tudo o que
encontra a sua frente. Nao e facil.. eu, por exemplo,
andava com a minha no bolso.. discreto, para evitar
problemas. Mais a frente no caminho, num parque rodeado
de predios com fachada em tijolo, ao estilo britanico,
(que me lembram tambem bairros de New York, que via
nos clips de hip-hop quando adolescente… Queens sytle!),
encontro jovens brancas a falar na rua. O nivel de stress
diminui de novo um pouco…

Chegado aos Union Buildings, sou capturado pela
esplendida vista sobre toda a cidade. Os “Edificios
da Uniao” sao belos, com uma fachada trabalhada ao
estilo oitocentista. A voltar a casa, incursando pelo
mesmo caminho, encontro de novo as jovens brancas,
desta vez a meterem conversa comigo. Afinal sao
prostitutas!!! Onde raio e que me fui meter?!

Entre varios olhares enviesados e suspeitos, assedios
de prostitutas brancas, sai do Parque de Arcadia
e alinhei-me na rua da casa de Riana. (o meu
livro-guia Lonely Panet nao lista este parque
como uma das zonas a evitar na cidade, mas quando
fores a Pretoria, nao ponhas la o pe!)
Nao esperava… insconscientemente, fui associando
a riqueza neste pais a comunidada branca, mas nao…
ja vi sem-abrigos e prostitutas de raca branca.
E o estado da “Rainbow Nation”, assim lhe chamou Mandela,
onde coexistem cerca de 10 tribos negras diferentes - 70%,
mulatos - 10%, indianos - 10%, brancos - 10%
(aproximadamente.. azzz azzzz!)

Deixo para tras Pretoria no autocarro Translux,
rumo a Durban. Tenho a minha espera Catherine e
a sua familia, membros do couch surfing. O seu pai
e baixista e e um autentico guru musical! Fa de
Moody Blues, BB King, Eric Clapton…
Assisti a um concerto da sua banda de blues,
em Umlhanga, nas cercanias a norte de Durban.


Vista de Durban da praia…

Dias depois mudo-me para a casa de Karl e Adriana,
dois jovens irmaos de espirito libertino que me acolhem
a 100%. Relaxados, calmos e sabedores. Sabado a noite
rumamos a festa de reggae na universidade! Aqueceu,
aqueceu o clima! Quando chegamos o dance hall estava
parco, mas foi enchendo, enchendo, ate estar full!
Sentado na bancada do campo de raguebi, socializavmos
com as diferentes comunidadas da “rainbow nation”…
grupos de brancos, grupos de negros, grupos de indianos.
Travei conversa com os amigos de Karl, estudantes de
ciencias sociais, cantei com um grupo de negros
“i wanna give you some good good lovin’” de ziggy marley
e lauryn hill, e dancei com uma negra ao som das
selecoes ragga dos selectas!! Bombaclaat! Me a gwan broda!
Todos admirados de eu saber as letras da musica do ziggy,
e de rapar as liricas de Eric B e Rakim “Paid in Full”..
“You’re the man”, ouvia no caminho para o dance floor!
Mas o melhor estava para vir… quando comeco a ouvir
a nossa lingua portuguesa a brotar das colunas do
sound system “Puxa la, puxa la… Puxa la, Puxa la…”
o ultimo tune dos Cool Hiponoise!
Levanto-me, vou a  correr para a mesa dos DJs e
descubro que sao Mocambicanos!
Uma rapariga a servir no bar tambem e! Tem maningue por aqui,
brother!! Eheheheh

  

Poster da festa de reggae.. e os meus anfitrioes em Durban!

O unico calcado que tenho sao umas botas de caminhada
(ofereci os meus tenis a um broda no senegal!) e nao
dao jeito nenhum para bailar, pelo que as tirei e pedi
a uma rapariga russa no bar, para as guardar.
Chamava-se Maria, e no dia seguinte, lembro-me
que tinha pedido a uma Maria, russa, em Durban
para me acolher atraves do couch surfing.
Manha seguinte, recebo uma sms e descubro que era
ela! O Mundo e pequeno, meu irmao!

Sexta-feira rumo aos picos da Africa do Sul - Drakensberg!
Vai ser lindo, prometo!

Ate ja!

Um abraco,
vosso
Joao Aguiar

 

 
ENGLISH

Durban, 23rd of April, 2008

After five days in Pretoria, moved to Durban,
third largest city in South Africa, located on the
east coast and the capital of the Kwazulu-Natal province.
- Natal comes from the fact that Vasco da Gama
landed here on christmas day! (natal + christmas
in portuguese!) Portuguese people are historical!
All the african countries i’ve been travelling
in the last 3 months, have a piece of history
writen by portuguese hands. And it’s sad to verify
that nowadays, not even our own history we can
write… But this is a big issue with a lot to talk
about it and i would like to wrtie about it later…
Inch a Lah!

Rewinding… back to Pretoria, administrative capital
of the country, built over a valey, all surrounded by
hills. Quite more historical than Joburg, the city
centre, exhibits 18th century buildings, heritage
of the old dutch colony of Zuid Africa,
before the british establishment. Some zones of the city
shall be avoided, such as the Sunnyside hood,
considered as the city’s most dangerous,
and infamous thourghout the whole country…
This is the place where I’m staying!
Riana, my couchsurfing host, tells me that the
area where she lives in Sunnyside is calm…
and so it seems, but still… you always cross your
fingers and hope for the best in the next day.

Riana is couch surfing’s embassador in South Africa,
which means that i’m staying at the Embassy!
This status is not for anyone, and is justified
with the simple fact that during the 5 days I stayed
with her, she took me to 4 local gatherings
and met 7 new couch surfers! She always scheduling
meetings, walks, dinners… She showed me the Lion Park,
in the outskirts of Joburg, where I could see the lions
I missed in the Kruger Park. I could even touch the cubs!
It was “maningue nice”, people would say in Mozambique!

Things got more “hectic” (here they use this all the time,
and is a slang that means “weird”, “crazy”) when I went
out for a walk frmo Sunnyside to the Union Buildings,
the place where the government is established.
On my way there, several times I’m flashed from top
to bottom, as if the wonder “what’s the whitee doing here?!”.
Very few white people walk on the street, but I found a few
on my way, what left me more confortable…
Hey! You know I’m not racist, but my idea is that if
that aren’t not many white people on the street,
and in % they are richer than black people, is because
there is a certain danger to white people, because are
immediatelly tagged as rich! “There’s no smoke, whithout
fire”, people say in Portugal! Inconsciently, I must
have concieved this idea, also, after have gone to
several malls and restaurants, where 70% of the people
are white. However, this a falacy, because only
10% of the population is white!

On my way to the Union Buildings, I find a crazy whitee
is the middle of the street snapping photos every where
around! It’s an easy task, i must recon…. myself, for
example, always kept my camera on my pocket… low-profile,
to avoid problems. Straight on the way, in a public park,
surrounded by brick, british style, builings
(reminding me as well, the new york buroughs, that
i watched in the rap video clips as a teen… Queens Style!),
i find a few groups of white girls talking on the street.
The stress level diminishes a bit again…

As I arrive in the Union Buildings, I’m abducted
by the stunning view over the cuty. The Union Buildings
are indeed beautiful, with a carved 18th century style
facade. When coming back home, by the same way,
I cross again the groups of young women, this time
trying to talk with me. After all, they are prostitutes!!
And where the hell am I?!!!

Amongst several suspect eye glimpses, and calls
by white prostitutes, I lef Arcadia Park and
streamed up back to Riana’s place. (O my guidebook
doesn’t lists this park as a place to avoid,
but let me tell you that if you’re coming to Pretoria,
don’t go there!) I didn’t expect.. Subconsciently,
i was bounding the wealth in this country to the
white people, but not at all… I’ve seen already
white homeless and prostitutes. That’s the
state of the “Rainbow Nation”, as Mandela calls it,
where 10 different black tribes - 70%, coloured - 10%,
indians - 10% and whites - 10%, coexist. (approximately…)

I leave Pretoria on my back on the Translux bus,
heading now to Durban. Wiating for me, there’s
Catherine and her family, from Couh surfing.
Her dad is a bass guitar player, and a genuine
musical guru! Fan of Moody Blues, BB King, Eric Clapton,
amongst many other. I went to a gig of his blues band,
at Umlhanga, on the northern outskirts of Durban.

A few days later, I move to Karl’s and Adriana’s place,
two free spirit, young brothers, that welcome me 100%.
Relaxed, calm and thoughtfull thay are. Saturday evening
we went to a reggae party at the university (or “varsity”
as they call here!) The crowd was warming up!
When we arrived, the dance hall was empty, but
as we were socializing outside, it began warming,
until when we came back inside, it was full!
Sitting on the rugby field’s seats, we were socialing
with the different comminuties of the so called
“rainbow nation”… groups of whites, groups of blacks
and groups of indians. I chatted with Karl’s friends,
students of social sciences, sang with a group
of black people “i wanna give you some good good loving”
of ziggy marley and lauryn hill, danced with a black girl
the ragga tunnes!! Bombaclaat! Me a gwan broda!
All of them were amzed with the fact that I knew the
lyrics and I was rapping Eric B and Rakim’s anthem
“Paid in Full”.. “You’re the man”, they kept telling me!

But.. the best part was coming… ehehhehe…
When I start hearing portuguese words bumping out of
the sound system loudspeakers! “Puxa la, Puxa la…
Puxa la, Puxa la…” latest tune by Cool Hiponoise!
Stand up, ran to the DJs, and i find out they are
from Mozambique! One girl working at the bar is as well!
There are “maningue” around here, they would say in Mozambique!

The only pair of shoes I have is a hiking boots
(i offered my sneakers to a bro in Senegal!)
and are absolutley unconfortable to dance, so
I took them off, and ask a russian girl bartending at
the party to keep them. Her name was Maria,
and the day after, I remember that I asked
a russian girl from couch surfing, called Maria
to host me in Durban. Next morning i received an sms
message e find out that was her the other night!
It’s a small world we’re living in, bro!

Next friday I’m heading to the peaks of South Africa
- Drakensberg! It’s going to be beatiful, i promise!

See you soon bro!

BIG HUG!

Yours,
Joao Aguiar

Registo n°1 - Partida de Lisboa ate ao Norte de Marrocos

Registo n°1
08 Fevereiro de 2008, Sexta-feira
Chefchaouen, Marrocos
Estou maravilhado com os primeiros momentos da viagem.
Maravilhado mas nao ofuscado com o acto de viajar... espero!
Atencao nisso!

Sai da Rua Major Neutel de Abreu, S. Domingos de Benfica
ha 3 dias e ja tanto aconteceu, tanto aprendi. Viajar e
conhecer o Mundo, sem duvida, mas conheceres-te tambem
a ti proprio. Parece-me ser assim, mas estou a dizer isto com
apenas 3 dias de viagem, portanto nao te fies muito neste
mancebo das viagens!

De S. Domingos de Benfica, fui de metro ate Sete Rios, onde
apanhei o comboio ate Foros da Amora. O objectivo e apanhar
boleia na estacao de servico junto à A2. Ha cerca de 8 anos
tinha ido à bomba com uma namorada e foi facil entrar. Desta
vez havia vedaçao à volta! Como "tudo tem um fim", dizem
os orientais, fui ate ao fim da vedaçao e andei para tras
rumo à bomba, cerca de 1 km,
junto à berma da apressada A2.

No meu estatuto de mancebo, fui abordando as pessoas,
sem saber se bem, se mal...
mas sempre tentando. Para aprender ha que errar...
pois entao que venhem os erros!
Veio tambem a sorte, e passados 15 minutos um casal
espanhol de Cadiz: Sr. Juan e Sra. Ascension
oferceram-me uma passagem directa ate ao sul de Espanha.
Encantado fiquei com este casal espanhol que me deu
a primeira ajuda durante a viagem.
Correu tudo bem. Fomos "a abrir" pela A2 abaixo e depois
pela Via do Infante a este.
Paramos em Sevilha por uma hora, e chegamos pelas 19h a Cadiz.


Li em varios sitios na internet que e dificil andar de
boleia em Espanha (o casal foi uma excepçao, nao me
peguntes porquê!), pelo que tentei primeiro o autocarro
para Tarifa, onde poderia embarcar no ferry rumo a Marrocos.
"Lo Siento, solamiente hasta las 18h30.
"Enveredei pelo plano B: "Autostop!"
Fui ate à bomba mais perto da saida de Cadiz para Tarifa mas,
de facto, nao foi facil. Uma hora à espera,
mas como "quem espera, sempre alcança", apareceu um anjo:
a Patricia, que percebeu que eu estava em maus lençois,
devido à escassez de alojamento durante o Carnaval de Cadiz,
e decidiu por isso acolher-me. Vive com
o seu "novio" (ou "cari", abreviatura de "carino",
como ela o chamava), o Pablo, um "surfero" que à custa
das ondas ja conhecia bem a costa portuguesa. Deram-me dormida,
jantar, conversaçao, ligaçao à internet, pequeno-almoço,
levaram-me à estaçao de autocarros e "rien a payer!"
A Patricia explicou-me que a sua Avo esta muito doente
e que em troca, apenas pede a Deus que ela melhore.
Peço o mesmo pela minha!

Rumo a Tarifa, a ponta mais a Sul de Espanha!
O autocarro foi barato e rapido. Cheguei
à vila e rumei à pousada "Banti", onde o Flo, um alemao de 30 anos, membro da rede "Couchsurfing" me esperava. Pois e, fiquei numa pousada sem pagar e em regime de "Pensao Couchsurfing"! Este palavrao refere-se a uma rede de pessoas na internet que acolhem viajantes em suas casas a custo zero. Hei-de referir muitas mais vezes este anglicanismo por aqui... seguro! Mas atençao que so fiquei na pousada gratuitamente porque o Flo era o encarregado das obras de remodelaçao do "Banti". Quando cheguei à pousada ofereci-me para cozinhar. Nao havia muito, portanto foi improvisar com o que havia. Fiz um refogado (ou "esturgido", à boa moda do Porto carago!), adicionei uns pimentos e caril, cozi massa, juntei queijo e manteiga, e preparei uma salada com azeite e oregaos. Foi o suficiente para impressionar o Flo e o Tom, um americano de 45 anos, com um invejavel curriculo de viagens e que vive agora em Tarifa, onde gere o seu negocio de um casino online. Muito boa gente, me parecem.
O Vento de Levante, do qual me recordo tao bem de ouvir falar nas aulas de historia, pos-se forte e acordou-me a meio da noite. No dia seguinte marchava rumo ao Porto de Tarifa para embarcar no barco para Tânger. Imaginei um pais diferente, mais distante, com gente mais diferente. Sem saber bem porquê, senti-me bem, perto de casa, ao pisar o solo marroquino. Deambulando uns minutos, sente-se o desalento e a ansiedade nas pessoas por uma vida melhor: o Sonho Europeu, que na minha humilde opiniao nao e realizado em Portugal ou Espanha, que nao me parecem ser muito diferentes de Marrocos. Tentei resistir aos taxis, mas, um pouco mais iluminado, decidi poupar as costas para uma grande viagem e pedi a um fogareiro para me levar ate à "Gare de Bus".
Enquanto esperava o autocarro, comecei a falar com um sabio senhor de 40 anos, Abdulah, que ate sabia que o Rei de Portugal se tinha exilado no Brasil. Entrei no autocarro, depois de prender a mochila com cadeado aos ferros do porao, nao va o Diabo tecê-las, e rumo a Chefchaouen, nas Montanhas do Rif! Chegado ja de noite, apareceu logo à saida do autocarro um "encaminhador de turistas" que me tentou levar a todo o lado menos onde eu tinha um amigo do Hospitality Club (rede semelhante ao Couch Surfing) à espera. No final ainda pediu dinheiro... por me ter feito gastar as costas e o tempo. Dei-lhe 6 Dirham (cerca de 50 cêntimos) e ja foi muita bondade! Enfim... aprendi a ter cuidado na saida dos autocarros. Encontrei-me com o Zohair, amigo do HC a meio da semi-final da "Coup d'Afrique" Egipto - Costa do Marfim. Resultado final 4-1 para o Egipto, e Marrocos celebra a vitoria quase como se fosse sua. Afinal de contas, e um pais arabe que vai estar na final! Zohair e muito afavel, inteligente e com bons principios. Nao pôde acolher-me mas os seus amigos puderam, e ate me puseram na mao as chaves de sua casa! Esta pequena vila azul na montanha revela-se bela e hospitaleira.
Marhababekum! (Bem-vindo! em Arabe)